Os melhores tratamentos dermatológicos que chegarão em breve ao Brasil

Tamanho da letra
Quinta-feira, 11 de julho de 2013

A indústria da beleza não para. A cada ano, entram no país novos equipamentos que prometem combater a celulite, a gordura localizada, manchas na pele e até doenças dermatológicas mais sérias. Bom para os pacientes. Porém, no meio de tanta tecnologia nova, é preciso saber o que realmente é inovador, eficaz e seguro. O site de VEJA conversou com dermatologistas para saber quais, na opinião deles, são os tratamentos mais promissores que devem chegar em breve ao Brasil. Conheça os quatro preferidos dos médicos e o que esperar de cada um:

1- Tratamento não invasivo para hiperidrose :

O Miradry é um aparelho que emite de forma não invasiva micro-ondas às glândulas sudoríparas de regiões do corpo onde há excesso de suor. O calor dessas ondas destrói as glândulas, mas não queima a pele. Segundo o médico Alexandre Fillipo, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, a primeira sessão do tratamento destrói 85% das glândulas sudoríparas da região tratada, e são necessárias até três sessões para que o problema seja resolvido — estudos mostraram que pessoas submetidas à abordagem não apresentaram hiperidrose por pelo menos dois anos.

Um dos tratamentos disponíveis atualmente para a hiperidrose é a aplicação de toxina botulínica - que precisam ser feitas por seis meses ou até um ano. Os dermatologistas esperam que o novo equipamento chegue ao Brasil no segundo semestre deste ano, mas, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda não há pedido para que seja registrado na agência. Nos Estados Unidos, onde o Miradry já é utilizado nos consultórios, uma sessão do tratamento pode custar de 2.000 a 3.000 dólares.
2- Laser contra a celulite :
O Cellulaze, aprovado no ano passado pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador americano, é um equipamento desenvolvido para combater as celulites. O procedimento é pouco invasivo: uma fibra muito fina de laser é inserida sob a pele. O laser emitido, então, rompe os septos fibrosos que puxam a pele para baixo e dão à pele o aspecto irregular característico da celulite. A energia emitida pelo laser 'frita' o tecido adiposo da região, liquefaz as gorduras e as elimina do organismo – e, além disso, estimula produção de colágeno, que ajuda a dar mais firmeza à pele flácida. No geral, é feita apenas uma sessão que, nos Estados Unidos, custa, em média, 6.000 dólares (aproximadamente 12.000 reais) ou mais. Os dermatologistas brasileiros esperam que até o final do ano o país já possa receber o Cellulaze, mas, segundo a Anvisa, a empresa ainda não entrou com processo de registro no país.
3- Abordagem mais rápida e segura para remover tatuagens :
O laser Picosure, aprovado nos Estados Unidos no fim de 2012, é indicado para remover tatuagens e amenizar sardas. A vantagem desse novo equipamento é a sua rapidez em emitir o laser e 'quebrar' o pigmento. O Picosure trabalha picosegundos, uma medida de velocidade que é cem vezes a velocidade com que trabalham os lasers atuais, em nanosegundos. Ou seja, os pulsos emitidos pelo laser são ultrarrápidos. 'Isso faz com que a pele tenha menos respostas inflamatórias, pois não dá tempo de ela ser danificada pelo laser. Com isso, uma pessoa que precisaria passar por dez sessões de laser para remover uma tatuagem, por exemplo, com o Picosure precisa apenas seis sessões', diz Paulo Barbosa, médico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Cada sessão dura entre cinco e 15 minutos e, nos Estados Unidos, custa pelo menos 400 dólares (o preço aumenta de acordo com o tamanho da tatuagem). Os médicos esperam que essa nova tecnologia chegue ao Brasil em 2014. Ainda não há pedido para que seja submetida à aprovação da Anvisa.
4- Ultrassom de alta intensidade que destrói a gordura localizada :
O Liposonix é um equipamento que utiliza ondas de ultrassom eliminar a gordura que fica logo abaixo da pele do abdome. A intensidade do aparelho é maior do que a dos disponíveis até então, aumentando a sua eficácia em relação aos outros equipamentos. A abordagem não é invasiva: o médico passa o ultrassom sobre a pele do paciente sem fazer qualquer corte. A energia emitida pelo ultrassom, então, quebra a gordura que, 'despedaçada', é eliminada pelo corpo ao longo de dois ou três meses após a sessão. O tratamento promete reduzir até 2,5 centímetros em uma sessão. Durante a sessão, que dura cerca de uma hora, pode ser que o paciente sinta sensação de calor ou formigamento. Não é necessário repouso após o procedimento. 'O Liposonix é um dos líderes em procedimentos não invasivos para a gordura localizada. Ainda é cedo para dizer o quão eficiente ele é, pois é uma técnica nova, mas os resultados iniciais são encorajadores. É uma abordagem promissora', diz Matthew Avram, diretor do Departamento de Lasers e Cosmiatria do Hospital Geral de Massachusetts, filiado à Universidade Harvard, nos Estados Unidos, onde a tecnologia já está disponível. O Liposonix ainda não está disponível nos consultórios brasileiros, mas já possui registro na Anvisa.

Fonte: Veja

Foram encontrados 355 ítens Visualizando de 1 até 15
[1]   2   3   4   5   6   7   8   9   10   11   12   13   14   15   16